Por Gabriela Sofia Antonio

As tendências de digitalização têm evoluído com rapidez vertiginosa nos últimos anos e vêm impactando não somente a tecnologia e seu desenvolvimento, mas também a forma como as pessoas vivem e as organizações em si, incluindo de forma consistente a qualidade das interações do ser humano com software e hardware como parâmetro de sucesso. Isso significa o aumento da complexidade, considerando variáveis cada vez mais abrangentes e métricas evoluindo de quantitativas para qualitativas, ou seja, a experiência do usuário ~pessoa~, suas percepções e a exploração de capacidades “soft” se tornando a medida para avaliação da qualidade e eficiência da tecnologia.

Quem nunca ficou frustrado com um sistema? Fonte da imagem: Giphy

 

É nessa “inclusão” do ser humano, sua interação com a tecnologia e no desenho de soluções inovadoras e eficientes que o processo de design pode agregar de forma contundente — impactando diretamente na qualidade da solução percebida pelo cliente/usuário.
E isso tudo não é subjetivo. Segundo a McKingsey, que mensurou em 2018 o valor do design, empresas que têm o core no design crescem duas vezes mais do que empresas similares.

 

De forma — muito — breve, neste contexto, podemos definir livremente design como uma disciplina que apoia intencionalmente o desenvolvimento de um produto ou serviço, para melhorar a experiência do usuário em relação às suas necessidades e desejos, considerando as limitações técnicas e os objetivos do negócio.


Tríade do design criada pelo Tim Brown, IDEO.

 

No que se refere ao usuário, fazem parte desse processo entender essa pessoa e seu contexto, quais suas necessidades e desejos (aqui estão incluídas as tarefas que ele deve realizar) e qual a melhor forma de atendê-los. Quanto às limitações técnicas, o processo é entender como a tecnologia, no seu sentido mais amplo, pode sustentar esse desenho e ser viabilizada financeiramente. No que se refere ao negócio, a solução deve estar alinhada com os objetivos da empresa e do projeto, seja em termos de eficiência, lucro ou satisfação do cliente, entre outros. Quanto mais tempo e esforço se dedicar nesse processo, maior a chance de entregar um produto realmente útil — e desejável — para o usuário e competitivo para o negócio.

 

E quanto mais clara estiver a solução — antes do início do desenvolvimento – menor será o retrabalho após a entrega.
Mesmo em um contexto ágil, a clareza no início é fundamental para que as definições no decorrer do projeto sejam mais assertivas. Inclusive, o processo do design acontece antes, ao longo do processo de desenvolvimento, e após o término. Vamos falar sobre isso nos próximos artigos.

 

Do ponto de vista do desenvolvimento, o extenso processo de pesquisa, criação e teste de protótipos pode garantir de forma mais eficiente o sucesso de um software: melhores definições, menores alterações.
Quanto ao custo do projeto, é inquestionável que testar e encontrar problemas no nível de protótipo é infinitamente mais barato do que corrigir problemas no produto desenvolvido.
Resumindo: um processo sólido de design antes do desenvolvimento, pode evitar:

  • A perda de usuário — se estiver ruim, o usuário simplesmente não irá utilizar a ferramenta, ou o uso se tornará doloroso e frustrante.
  • Queda na produtividade — principalmente quando o usuário depende do sistema para realizar o seu trabalho.
  • Retrabalho – alterações infinitas e a necessidade de desenvolver e alterar novamente após a entrega aumentando o custo e o tempo necessários.

 

Corrigindo bugs em produção. Fonte: Giphy

 

Justificativas que não precisam de mais explicações, em um mundo onde eficiência e economia de recursos são indispensáveis.
  
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